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Uma grande área de floresta virgem foi oferecida ao mestre Achaan Chah por aldeões da redondeza para que lá se iniciasse um mosteiro. Um rico seguidor leigo soube da doação e ofereceu-se para construir um templo, com um átrio magnífico, no alto da pequena montanha situada no meio da floresta. Outros seguidores leigos se reuniram, e projetou-se para aquele templo o maior átrio para Buda de todas as províncias da redondeza.

Choupanas para os monges foram construídas nas cavernas da montanha e uma estrada foi aberta a duras penas no meio da mata. A construção do templo começou pelo átrio: alicerces de concreto, colunas altas, uma plataforma para um gigantesco Buda de bronze. Porém, à medida que o trabalho prosseguia, novos edifícios iam sendo acrescentados ao projeto. Seguiram-se discussões complexas entre os patrocinadores leigos e os construtores. Qual deveria ser o grau de requinte de decoração do teto? Não seria melhor modificar o projeto desse modo ou daquele para torná-lo mais perfeito? Que tal colunas ocas e um enorme tanque subterrâneo para reter a água da chuva? Boas ideias não faltaram, embora fossem todas muito dispendiosas.

O ápice das discussões foi um demorado encontro com Achaan Chah. Os construtores, os patrocinadores leigos e todos os demais apresentaram as diferentes opções para o projeto, com seus custos e prazos de construção. Por fim, o rico seguidor leigo que iniciara tudo aquilo expôs as suas ideias e perguntou:

– Diga-nos, mestre, qual desses projetos devemos levar adiante? O mais frugal? O mais requintado? Como devemos proceder?

O mestre riu:

– Quando se faz o bem, os resultados são sempre bons.

E nada mais disse.

O átrio, depois de construído, ficou magnífico.

Budismo
Histórias da Alma, Histórias do Coração
Christina Feldman e Jack Kornfield
Editora Pioneira

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