Quase no fim

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A cegonha era perita na arte de costurar e bordar. Dotada de grande paciência e calma, conseguia realizar trabalhos muito delicados e demorados. Por isso, ela era muito admirada em Tapetolândia.

Numa tarde, reunida com suas amigas, a cegonha comprometeu-se a bordar uma almofada bem grande e adornada com infinitos arabescos coloridos.

– Penso que num prazo de dez anos, estará terminada, disse ela às amigas.

Então, a cegonha empreendeu a tarefa tão meritória, com muito tato e sabedoria. Sem ter pressa, ia dando forma ao seu trabalho.

Assim se passaram mais de nove anos. A cegonha já se sentia cansada de uma tarefa tão longa e rotineira. Quase sem se dar conta, foi-se apressando em seu trabalho, desejosa de ver a almofada terminada o quanto antes. Ai! Isso foi sua perdição, porque no último ponto, deu-se um nó no fio, que se enredou e caiu ao chão. Para cúmulo do azar, um gatinho brincalhão pegou o fio e correu, puxando atrás de si a linha e o bordado. Correu de um lado para o outro, até que o trabalho estivesse prejudicado.

– Oh, não!… Nove anos e meio de trabalho, para isto! Eu quero morrer! lamentava-se a cegonha.

De nada lhe serviram suas queixas. O jeito foi retomar o trabalho, refazendo a parte danificada. A cegonha, por um momento de imprudência, quase estragou o que havia sido conseguido graças a uma grande dose de paciência e perseverança.

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