O “melhor dia” da vida de Jeffrey

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Quando meus netos ganharam um vira-lata já crescidinho, concordei em ajudar a construir uma casinha para ele.

Logo no início do projeto, constatei que a participação das crianças seria uma provação para mim. A maior parte da minha energia era gasta chamando os meninos de volta ao trabalho e descobrindo tarefas que fossem capazes de fazer. Mas mantive minha determinação inicial de que a construção seria um trabalho de equipe.

Havia prometido aos meus netos que faríamos um churrasco de salsichas no quintal assim que terminássemos a pintura da residência canina. Selecionei os três maiores rolos para pintar paredes e me reservei a supervisão da pintura da nossa estrutura feita em casa. Crianças e tinta. Como pude menosprezar o potencial de desastre que tal combinação pode criar?

Depois de limpar a bagunça – crianças, rolos, galpão – sugeri que poderíamos comer mais cedo se pedíssemos à vovó para ferver as salsichas numa panela de água no fogão a gás. Senti o aguilhão da culpa ao me ver tentando uma evasão da promessa.

Jamie, Jeffrey e Kimberley ficaram assistindo enquanto eu acendia um fogo de primeira classe na churrasqueira, areava os espetos e me preparava para o evento culinário ao ar livre.

Quando acabamos de jantar, deitei-me na grama fresca e me distraí observando os últimos fulgores do fogo. O pequeno Jeffrey, de seis anos, estava recostado em meu peito e me detive a pensar no significado de ser avô. O silêncio foi quebrado quando Jeffrey me comunicou sua reflexão.

– Sabe, vovô? – e sem desviar o olhar das brasas ardentes, prosseguiu. – Hoje foi o melhor dia de toda a minha vida.

Continuamos em silêncio até ele olhar para mim e perguntar:

– Está chorando, vovô? Tem uma lágrima na sua bochecha.

Limpei a garganta e expliquei que devia ser a fumaça.

Frank Cooper
Você não está só – Histórias de amor e coragem
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Barry Spilchuck
Ediouro

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