O amigo de um amigo de um amigo

Do folclore árabe

Um dia, um amigo que adorava caçar veio visitar Djuha.

– Trouxe para você este coelho que acabei de pegar – disse orgulhoso, ao entrar na casa. – Vai dar um belo almoço.

Djuha ficou muito feliz; preparou um excelente guisado e sentaram-se para o banquete.

Logo no dia seguinte, um estranho bateu à porta de Djuha.

– Quem é? – perguntou Djuha.

– Sou vizinho do seu amigo caçador, que lhe trouxe um coelho ontem – disse ele.

Djuha convidou-o polidamente a entrar e serviu-lhe o almoço.

– São os restos do nosso guisado de coelho – disse Djuha; e o visitante comeu com grande apetite.

Um dia depois, outro estranho bateu à porta de Duha.

– Quem é? – perguntou Djuha.

– Sou primo do vizinho do seu amigo caçador, que lhe trouxe o coelho – explicou ele.

– Entre – disse Djuha.

Chamou o homem para se sentar à mesa e serviu-lhe uma vasilha de água quente.

– O que é isso? – perguntou o estranho.

– Isso – disse Djuha – é água fervida na mesmíssima panela do coelho do meu amigo, que é vizinho do seu primo.

Do livro: O Livro das Virtudes II – O compasso moral
William J. Bennett – Ed. Nova Fronteira

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