Minha árvore de dinheiro

Enquanto tentamos ensinar a nossos filhos tudo sobre a vida, eles nos mostram que a vida é tudo – Angela Schwindt

Por anos desejei ter um jardim. Passava horas pensando nas coisas diferentes que eu poderia plantar para fazer um bonito conjunto.

Mas então tivemos Matthew. E Marvin. E os gêmeos, Alisa e Alan. E então Helen. Cinco filhos. Eu estava muito ocupada com a educação deles para pensar em cuidar de um jardim.

Tempo e dinheiro eram curtos. Com frequência, quando meus filhos eram pequenos e um deles queria alguma coisa que custava muito caro, eu costumava dizer: “Você está vendo alguma árvore de dinheiro lá fora? Dinheiro não dá em árvores, você sabe.”

Finalmente, todos os cinco concluíram o segundo grau e a faculdade e seguiram seus caminhos. Comecei a pensar novamente em ter um jardim.

Mas não tinha tanta certeza. Quer dizer, jardins custam realmente caro e, depois de todos esses anos, eu estava acostumada a viver com um orçamento apertado, sem supérfluos.

Então, numa manhã próxima do Natal, estava na cozinha quando percebi que os carros buzinavam quando passavam pela frente da casa. Olhei pela janela e lá estava uma árvore nova plantada bem no meu jardim. Pensei ser um salgueiro-chorão, porque eu via que havia coisas penduradas em todos os galhos. Resolvi colocar os óculos – e não pude acreditar nos meus olhos.

Havia uma árvore de dinheiro no meu jardim!

Fui olhar de perto. Era verdade! Havia notas, uma centena delas, coladas em toda a árvore. Imagine todas as flores que poderia comprar com aquele dinheiro! Havia também um bilhete grudado: “Eu lhe devo oito horas de capina. Com amor, Matthew.”

Matthew também manteve sua promessa. Ele preparou um canteiro medindo 3m x 4,5m para mim. E meus outros filhos me deram de presente ferramentas, enfeites, uma treliça, uma passadeira de girassol e livros de jardinagem.

Isso aconteceu há três anos. Meu jardim agora está uma beleza, exatamente como eu queria. Quando vou tirar as ervas daninhas ou cuidar das flores, não sinto tanta falta de meus filhos como antes. Parece que eles estão ali comigo.

Moro numa região onde os invernos são longos e muito frios, enquanto os verões são curtos demais. Mas agora, a cada ano quando o inverno chega, olho pela janela e penso nas flores que verei na próxima primavera no meu pequeno jardim.

Penso no que meus filhos fizeram por mim e fico com os olhos cheios de lágrimas – todas as vezes.

Ainda não tenho certeza de que dinheiro cresce em árvores. Mas sei que o amor nasce.

Ruth Szukalo
Do livro: Histórias para aquecer o coração das mulheres

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.