Liderança

Dois dias depois da inauguração da Disneylândia, em 13 de julho de 1955, Walt Disney chamou a seu escritório o vice-presidente  do elenco. Normalmente o mais calmo dos indivíduos, Disney estava tão contrariado com uma situação na ilha de Tom Sawyer que ele enxotou todos para fora de seu escritório, com exceção do executivo do elenco, e fechou a porta, uma atitude que não era característica de Walt Disney.

A causa imediata da agitação de Disney era o comportamento do menino contratado para fazer o papel de Tom Sawyer. O ruivo e sardento menino de 13 anos, que se parecia muito com o fictício aluno de Missouri, aparentemente tinha lido o romance de Mark Twain e estava fazendo todo o possível para imitar o desordeiro Tom: ele estava procurando briga de verdade com outros meninos que visitavam a ilha!

Era uma questão delicada, uma vez que o próprio Walt havia sugerido o menino para o trabalho, que antes era um mensageiro de seu escritório. O vice-presidente, acatando a sugestão do chefe, havia, na mesma hora, contratado o jovem. Agora o executivo estava dizendo a Disney: “O garoto está surrando todos os seus hóspedes. Temos de demiti-lo.”

Mas a resposta de Walt, a portas fechadas, pegou de surpresa o vice-presidente. O chefe estava transtornado, sem dúvida, mas sua ira se dirigia ao executivo por ter deixado de treinar o menino para que realizasse bem o show. O menino estava apenas tentando fazer o seu trabalho da melhor maneira que sabia, argumentou Walt. A falha era da administração da Disney, por não se certificar de que o menino entendeu o que esperavam dele.

O incidente havia sido esquecido até ser relatado pelo então aposentado vice-presidente, em uma festa em homenagem ao outrora pequeno garoto ruivo por seus 30 anos de serviço à empresa.

Bill Capodagli e Lynn Jackson
Lições da vida para empresa e seus colaboradores
Paulo Mundin Prazeres
Edicta Soleto

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