Educação empreendedora na sala de aula. Tem que incluir!

Como inserir a educação empreendedora na sala de aula?

A escola não é apenas um ambiente de aprendizado de conteúdos teóricos. É nela que o jovem irá desenvolver habilidades socioemocionais que o prepararão tanto para a vida em sociedade quanto para o mercado de trabalho.

E é impossível pensar em mercado de trabalho sem empreendedorismo. Daí a necessidade cada vez mais crescente de se aplicar a educação empreendedora na sala de aula.

Até ano passado, segundo o Sebrae SP, o Brasil contava com mais de 6 milhões de empreendimentos – deles, quase 99% de micro e pequenas empresas, responsáveis por mais da metade (52%) dos empregos de carteira assinada no setor privado do país.

Nesse cenário, incluir aulas de empreendedorismo na escola encontra a necessidade do jovem de se atualizar sobre o mercado, que exige, além dos conhecimentos básicos escolares, atributos como resiliência, dinamismo e espírito empreendedor.

O empreendedorismo pela BNCC

É pensando nisso que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aborda, de maneira transversal e interdisciplinar, o empreendedorismo. Dentre os níveis de ensino, talvez o que tenha recebido mudanças mais significativas tenha sido o Ensino Médio. A partir de 2021, quando o novo modelo deverá ser adotado em todas as escolas públicas e privadas, o aluno deste ciclo terá uma formação com viés mais empreendedor, voltada para a investigação científica, processos criativos e intervenções socioculturais.

Isso significa que o estudante poderá escolher as atividades que participará, aprofundando seu conhecimento em relação ao mundo do trabalho e de gestão empresarial. Por exemplo: se o aluno optar por um ensino tecnológico de informática ainda no Ensino Médio, terá a possibilidade de dedicar parte do seu tempo a projetos que unam o tema à pesquisa científica ou criativa, apresentando pesquisas sobre como empreender no assunto em questão.

A educação empreendedora

A nova abordagem da BNCC aproxima, então, a educação empreendedora do currículo e do dia a dia do aluno. Isso proporciona a adoção das metodologias ativas, isto é, o jovem no centro do processo de aprendizagem, construindo o seu conhecimento de forma autônoma e participativa. Dessa forma, ele desenvolve empoderamento, mentalidade e atitudes empreendedoras no seu cotidiano, além do incentivo do trabalho em equipe.

Assim, na educação empreendedora é possível fazer surgir no estudante competências socioemocionais de maneira mais completa do que no ensino tradicional. Isso possibilita que o aluno seja desafiado a exercer uma postura mais proativa, desenvolvendo o senso de responsabilidade e outros elementos direcionados ao mundo do empreendedorismo.

A situação no Brasil versus mundo

A educação empreendedora já é uma realidade no mundo: 50% dos países pesquisados pela Agência Executiva de Educação, Audiovisual e Cultura da União Europeia já a praticam no dia a dia escolar. O levantamento foi divulgado no Brasil pelo Sebrae em 2013. Assim, o primeiro passo para ajudar a aplicar o empreendedorismo na rotina escolar é se inspirar em países como a Lituânia e a Romênia, onde o assunto já representa uma matéria própria no currículo dos jovens.

No Brasil, a BNCC prevê que atitudes que estimulem o empreendedorismo no aluno sejam trabalhadas em todas as 10 competências gerais abordadas na Base em todos os níveis de ensino, do Fundamental ao Médio, para que os estudantes desenvolvam o senso de responsabilidade por suas decisões.

educação empreendedora
Educação Empreendedora

Como aplicar a educação empreendedora?

As metodologias ativas de aprendizagem podem te ajudar a criar essa percepção nos seus alunos. Abordagens como a Flipped Classroom (Aula Invertida), Project Based Learning (Aprendizado baseado em Projetos) e o Design Thinking (Pensar por meio do design, ou seja, com criatividade e simplicidade, buscando múltiplas soluções e sempre com foco nas pessoas) colocam o aluno em situações não tradicionais, que os estimulam a ter um pensamento global, desenvolvendo habilidades socioemocionais e responsáveis.

Mas, quando o assunto é projeto pedagógico, vale a pena buscar parcerias – principalmente nos primeiros anos após a implementação da BNCC. Existem ONGs, como a Pense Grande, que têm como finalidade difundir o pensamento empreendedor nas escolas com base no uso de novas tecnologias.

Já o Sebrae, por exemplo, por meio de parcerias com as Secretarias de Educação de diversos estados, desenvolveu conteúdos de empreendedorismo para a capacitação de professores para a atuação em sala de aula. Uma vez capacitado, o professor une os conhecimentos adquiridos de acordo com o projeto pedagógico da instituição e em conformidade com as necessidades e especificidades de cada escola.

Tais parcerias são ótimas  opções para começar a abordar a educação empreendedora com o pé direito, pois possibilitam o desenvolvimento de abordagens transversais e interdisciplinares com eficácia, sem deixar nenhum ponto da BNCC de fora.

Fontes:

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