Dance comigo

Quando somos jovens e sonhamos com amor e prazer, pensamos talvez em noites enluaradas em Veneza ou em passeios numa praia ao pôr do sol. Ninguém nos diz que os melhores momentos da vida são efêmeros, não planejados e quase sempre nos pegam de surpresa.

Não faz muito tempo, eu estava lendo uma história para Annie, minha filha de sete anos, quando percebi seu olhar fixo em mim. Tinha uma expressão longínqua, parecia meio hipnotizada, como se não desse importância à história que ouvia,

Perguntei o que estava pensando.

“Mamãe”, ela murmurou. “Não consigo parar de olhar pra você. Você é tão bonita.”

Quase derreti de emoção. Ela mal sabia que suas palavras sinceras e amorosas me dariam apoio ao longo dos anos seguintes.

Pouco tempo depois, levei Sam, meu filho de quatro anos, a uma elegante loja de departamentos, onde a melodia de uma canção de amor nos levou até um pianista.

Sam e eu nos sentamos perto dele e o menino parecia petrificado pela melodia. De repente, Sam se levantou, veio para minha frente, tomou meu rosto em suas mãozinhas e disse: “Mamãe, dance comigo.”

Se essas mulheres que circulam nos ambientes mais luxuosos e românticos soubessem a alegria que esse convite feito por um menino de rosto redondo e dentes de leite me proporcionou! Embora as vendedoras estivessem rindo de nós e nos apontando enquanto deslizávamos e rodopiávamos, eu não trocaria minha dança com este jovem charmoso e irresistível nem mesmo pelo universo inteiro.

Jean Harper  
Histórias para Aquecer o Coração das Mães

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