Como trabalhar ou alterar o comportamento no autismo?

 

Um dos pontos mais preocupantes dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é o comportamento, tendo em vista que a pessoa com autismo detém outra forma de lidar com o mundo e se adaptar a ele. O receio de pais e mães está justamente na adaptação da criança ou do adolescente na solução de suas demandas em ambientes muitas vezes diferentes de sua realidade.

Para cada caso existe um tratamento ideal. Todos eles visam ao desenvolvimento do pequeno frente aos desafios da infância, da adolescência e da vida adulta. O comportamento no autismo abre possibilidades para intervenções variadas devido aos sintomas que podem ser notados. Vamos ver a seguir alguns tratamentos que são essenciais para se trabalhar o aspecto comportamental de um paciente.

ABA e o ensino de habilidades sociais

A ABA já não é uma novidade para quem acompanha nossos artigos. Afinal, sempre que possível trazemos essa área do conhecimento de volta para ser abordada. Não é para menos, pois ela é responsável por impulsionar o desenvolvimento da atividade humana a partir de técnicas voltadas para as demandas das pessoas que convivem com o autismo.

Vale lembrar que a ABA é uma área de investigação e aplicação dinâmica ao passo que novos princípios comportamentais são descobertos como resultados de pesquisas na área. Uma das premissas da ABA é o fato de a ciência não trabalhar somente com o aspecto da interação no autismo, mas com diversos fatores que são presenciados em pessoas com TEA.

Quando algum profissional utiliza a ABA como parâmetro em suas intervenções, os progressos podem ser notados em um determinado tempo. Os resultados são os seguintes:

– O pequeno com autismo passa a se relacionar melhor com pessoas de diferentes contextos em relação ao seu;

– Novas habilidades tendem a ser aprendidas pelas crianças através do estímulo orientado. Por outro lado, os terapeutas podem desestimular comportamentos negativos apresentados pelos pacientes, com destaque para as estereotipias e até mesmo agressões;

– A ABA também é responsável por aperfeiçoar as habilidades positivas que as crianças apresentam;

– A ABA promove mais benefícios, como a melhora considerável de algumas competências essenciais, a saber: a linguagem, a cognição e a coordenação motora.

Atividades físicas como forma de conhecimento

Outra maneira de promover o desempenho dos pequenos e dos adolescentes é através da prática de atividades físicas. É importante salientar que quando as pessoas com autismo são orientadas nesse tipo de atividade, elas aprendem a interagir socialmente e, além disso, a desenvolver a consciência corporal.

Para isso, não devemos esquecer que a presença de um educador físico é fundamental para orientar os alunos. Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais também são indispensáveis nesse processo, pois cada um desses especialistas trabalha uma competência dentro desse conjunto.

Terapia de integração sensorial

Este tipo de terapia é aquele cuja presença de diferentes profissionais é uma regra. Terapeutas ocupacionais e psicomotricistas são apenas alguns dos que devem compor o grupo de especialistas.

Os terapeutas ocupacionais têm como instrumentos de suas ações as atividades que estão presentes no cotidiano das pessoas. Eles propõem intervenções que favorecem itens como a recepção, o processamento e a resposta adaptativa ao meio através da integração de informações sensoriais.

Já os psicomotricistas são aqueles especialistas que atuam na psicomotricidade; e eles agem de forma a valorizar a saúde, a educação e a cultura do paciente. Isso é responsável pela avaliação do indivíduo na relação com o ambiente ao redor.

Tratamento fonoaudiológico

Os fonoaudiólogos são terapeutas fundamentais no desenvolvimento do comportamento no autismo, sobretudo da linguagem. Eles trabalham a comunicação e suas formas variadas de modo a impulsionar esta competência nas crianças com TEA.

 

Fonte – Blog Entendendo o Autismo

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