A linguagem de um patinho

Era uma vez um patinho bem gordinho e muito irrequieto. Queria conhecer o mundo, mas sua mamãe nunca estava disposta a viajar. Ela sentia-se bem acomodada em casa, o que, afinal de contas, é uma coisa bastante natural.

O patinho andava de um lado para o outro, a ruminar a sua desgraça, até que um dia decidiu sair de casa e começar a vagabundear por aí.

Andando, encontrou-se com um gatinho que o cumprimentou com um suave miado. “Miau, miau”- repetia o felino, com uma certa frequência. O patinho, desprevenido, queria imitá-lo, mas era tão difícil!

Mais à frente, o patinho voltou a encontrar-se com outros animais, cada qual de uma espécie diferente. Primeiro, foi um passarinho amarelo; depois, uma vaca. Ambos o cumprimentaram na sua linguagem, que o patinho também tentou imitar. Os resultados dos seus esforços não eram, verdade seja dita, muito brilhantes, mas ele insistia com bastante afinco.

Entretanto, mamãe pata tinha saído à procura de seu filho e não tardou a encontrá-lo. Cheia de alegria, saudou-o, soltando os seus peculiares “quá-quá”.

Ao querer imitar sua mãe, o patinho percebeu que a sua própria linguagem era mais fácil para ele e, além disso, a que mais lhe agradava, “Quá-quá” – repetia o patinho, enquanto regressava a casa, acompanhado de sua mãe.

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