A doninha palerma

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Lila fazia-se passar por uma doninha pouco inteligente diante da sua professora, pais, e conhecidos. E o que conseguia ela com isso? Por que essa ânsia de se fazer passar por aquilo que não era?

– Eu odiava a escola, os livros e os deveres, de forma que pensei em fazer-me passar por pouco inteligente para receber a menor carga de trabalho possível e um tratamento amável e carinhoso.

Assim, iam para ela os deveres mais simples e os trabalhos mais cômodos, tanto em casa como na escola. Que se podia fazer, se Lila era tão pouco inteligente?

A verdade é que ela era muito esperta. No seu tempo livre, dedicava-se a inventar jogos inclusive alguns bem difíceis. E, como a “mentira tem pernas curtas”, não demorou muito e Lila deixou transparecer a sua verdadeira capacidade.

Foi assim: a professora organizou um concurso de habilidades e inventos mais originais e úteis. Entusiasmada, Lila logo correu a inscrever-se. Qual não foi sua surpresa, quando a professora, penalizada e para poupar-lhe esforço, recusou sua participação, dizendo:

– Não, Lila. Você não participará, porque precisaria de ter muito mais capacidade do que na verdade tem.

Furiosa, Lila esqueceu-se do seu papel e, sem perda de tempo, começou a demonstrar suas aptidões e inventos, diante de toda a gente. A partir desse momento, teve de começar a estudar e a trabalhar como as outras. Além disso, foi severamente repreendida por sua professora, seus pais e amigos, por ter sido mentirosa.

Meu amigo, o único sentido da inteligência é poder empregá-la a serviço do bem comum. Senão, de que nos serve?

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