A crise, como reagir

A história se repete através dos tempos.

“O homem, que resolve parar até que as coisas melhorem, verificará que aquele que não parou está tão adiante que jamais será alcançado.”

Essa é a história de um homem que possuía uma pequena chácara à beira da estrada onde criava frangos.

Os frangos, assados pela sua mulher, tornaram-se famosos.

Ele viu que poderia transformar aquilo num bom negócio. Mandou reformar a fachada da casa, colocou algumas mesas ao ar livre, mandou fazer um grande painel na frente.

A frequência se tornou grande e seus lucros também, o negócio crescia cada vez mais.

Agora, em diversos pontos da estrada havia cartazes indicando: “Frangos assados, os mais deliciosos da região.”

O negócio ia tão bem, que o homem pôde colocar seu filho nas melhores escolas e, mais tarde, mandou-o para a Universidade.

Quando o filho voltou, já formado, disse ao pai:

– “Papai, o país está atravessando uma série de crises, acho melhor começar a fazer economia se quer que o nosso negócio sobreviva.”

Uma das primeiras providências foi suspender a confecção de novos cartazes e cortar a verba de conservação dos já colocados.

E o filho recomendou: “É melhor não acender mais o cartaz de neon, é preciso economizar luz.”

Com essa medida, a frequência, como era natural, foi caindo; verificaram que muitas mesas ficavam vazias e decidiram retirá-las. Poucas semanas depois, quase não restavam mais mesas.

Os motoristas continuavam passando pela estrada, mas agora não sabiam que naquele lugar comia-se um ótimo frango assado.

Assim foi indo, até que nenhum negócio mais foi realizado.

Olhando para o que sobrava do que outrora foi um restaurante, vendo o neon apagado e corroído, os cartazes jogados à beira da estrada, o homem viu como seu filho era inteligente e como pôde, com tanta antecedência, prever o caso.

“É… meu filho tinha razão, a crise foi feia mesmo.”

Enquanto isso, muitos outros negócios de frango assado, não tão bons quanto aquele, prosperavam porque seus donos não sabiam que “a crise vinha aí”.

Autor desconhecido

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